uia!!

a caríssima srta a continua na ativa e mandou esse impressionante desenho que ela achou no caralivro.
não sei quem é o autor. não sei se ela sabe, se sabe não me disse.

digo impressionante pela incrível semelhança – principalmente na moda fechon de se vestir – com esse velho ogro que vos escreve (na verdade tenho um pouco mais de cabelo, rsrs).

tatuado


update:
– acho que é do tom b — disse a srta a. será?
hein, hein, hein?

já vai, já vai, pô!

os três leitores/as dessa bagaça estão intimando o resto da dúzia de anos que tem esse blog, querem reler as sandices que eu escrevi. querem que eu as ache e recoloque no ar.
ara, haja vontade de ler bobagens.
tenho procurado nos velhos cd’s, nos discos flexíveis, nos alfarrábios remotos até nos tantos cadernos de notas que venho ganhando pela vida. ainda não encontrei mas hei de encontrar e completar esse esquecido blogue com o passado condenável que teve.

sorry, bosses, no words – por enquanto.
saravá e paciência.

borges, o velho hermes trismegisto e minhas caminhadas

reflexo

não tenho carro e nem tenho intenção de ter um no futuro próximo. estive endividado e precisei vender o meu há uns cinco anos e, desde então muito mais feliz, ando a pé, de bici, taxi, carona ou uso o transporte público que muito lentamente tem melhorado.

nos meus andares tenho fotografado muito, particularmente tenho feito uma série de fotos de coisas que encontro no chão enquanto transito a pé pela cidade. registro vários tipos de lixos entre outras coisas seguindo o conceito de hermes trismegisto grafado com ponta de diamante numa tábua de esmeralda que diz:

o que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa.
(Quod est inferius est sicut quod est superius, et quod est superius est sicut quod est inferius, ad perpetranda miracula rei unius.)

oração para são paulo

procurando mais referencias, ontem, encontrei esse delicioso conto do Jorge Luis Borges “Los Teologos” no qual esse parágrafo estava inserido:

En los libros herméticos está escrito que lo que hay abajo es igual a lo que hay arriba, y lo que hay arriba, igual a lo que hay abajo; en el Zohar, que el mundo inferior es reflejo del superior. Los histriones fundaron su doctrina sobre una perversión de esa idea. Invocaron a Mateo 6:12 (“perdónanos nuestras deudas, como nosotros perdonamos a nuestros deudores”) y 11:12 (“el reino de los cielos padece fuerza”) para demostrar que la Tierra influye en el cielo, y a I Corintios 13:12 (“vemos ahora por espejo, en oscuridad”) para demostrar que todo lo que vemos es falso. Quizá contaminados por los monótonos, imaginaron que todo hombre es dos hombres y que el verdadero es el otro, el que está en el cielo. También imaginaron que nuestros actos proyectan en reflejo invertido, de suerte que si velamos, el otro duerme; si fornicamos, el otro es casto; si robamos, el otro es generoso. Muertos, nos uniremos a él y seremos él. (Algún eco de esas doctrinas perduró en Bloy.) Otros histriones discurrieron que el mundo concluiría cuando se agotara la cifra de sus posibilidades: ya que no puede haber repeticiones, el justo debe eliminar (cometer) los actos más infames, para que éstos no manchen el porvenir y para acelerar el advenimiento del reino de Jesús. Ese artículo fue negado por otras sectas, que defendieron que la historia del mundo debe cumplirse en cada hombre. Los más, como Pitágoras, deberán transmigrar por muchos cuerpos antes de obtener su liberación; algunos, los proteicos, “en el término de una sola vida, son leones, son dragones, son jabalíes, son agua y son un árbol”. Demóstenes refiere la purificación por el fango a que eran sometidos los iniciados en los misterios órficos; los proteicos, analógicamente, buscaron la purificación por el mal. Entendieron, como Carpócrates, que nadie saldrá de la cárcel hasta pagar el último óbolo (Lucas 12:59), y solían embaucar a los penitentes con este otro versículo: “Yo he venido para que tenga vida los hombres y para que la tengan en abundancia”(Juan 10:10). También decían que no ser un malvado es una soberbia satánica… Muchas y divergentes mitologías urdieron los histriones; unos predicaron el ascetismo; otros la licencia, todos la confusión. Teopompo, histrión de Berenice, negó todas las fábulas: dijo que cada hombre es un órgano que proyecta la divinidad para sentir el mundo.

Los teólogos, cuento de Jorge Luis Borges

de quebra, ainda no mesmo conto, encontrei essa pérola:

Hay quien busca el amor de una mujer para olvidarse de ella, para no pensar más en ella

sensacional!

genio da raça!
genio da graça!
rei dos escritos!

ou como meu sábio filhote escreveria: j l borges é choll

rei flexus

nosfa, faz tempo que não tomo um trago

hoje, de bici no vira lobos, ouvi o nelsão gonçalves cantando “hoje quem paga sou eu”

 

 

Antigamente nos meus tempos de ventura
Quando eu voltava do trabalho para o lar
Deste bar alguém gritava com ironia:
“Entra mano, o fulano vai pagar”
Havia sempre alguém pagando um trago
Pelo simples direito de falar
Havia sempre uma tragédia entre dois copos
Nas gargalhadas de um infeliz a soluçar
Eu sabia que era um estranho desse meio
Um estrangeiro na fronteira desse bar
Mas bebia, outros pagavam e eu partia
Para o mundo abençoado do meu lar

Hoje, faço deste bar a sucursal
Do meu lar que atualmente não existe
Tenho minha história pra contar
Uma história que é igual, amarga e triste
Sou apenas uma sombra que mergulha
No oceano de bebida, o seu passado
Faço parte dessa estranha confraria
Do vermuth, do conhaque e do traçado
Mas se passa pela rua algum amigo
Em cuja porta a desgraça não bateu
Grito que entre neste bar beba comigo
Hoje quem paga sou eu!

 

••

 

confesso, deu um misto de sede e saudade.

cartaz-revolucao-1932-02

9 de julho

ás armas, paulistas!

às armas, paulistas!

 

 

 

 

 

 

 

 

no dia 23 de maio de 1932 tombaram pelo país os jovens martins, miragaia, dráusio, camargo e alvarenga. dia nove de julho a revolução constitucionalista estourou.

nós paulistas perdemos mas a constituinte foi feita logo em seguida. perdemos mas fizemos o que tinha que ter sido feito, no mínimo.

não somos mais revolucionários como éramos, estamos amortecidos por internets, selfies, gatinhos e cachorros que mais parecem seres interplanetários do que o velho e bom fido ou rex de antanho, que mijavam nos postes e bombardeavam as calçadas sem que ninguém lhes recolhessem as bostas.

dia nove de julho fui ao delicioso restaurante jiquitaia acompanhado da maravilhosa srta m. tenho ido lá com alguma freqüência já há alguns anos. a comida é excelente, brasileira na raiz, faz jus as melhores companhias. a linda carolina e seu irmão mandam extremamente bem na condução do jiquitaia.

fui lá no feriado por conta da competência do restaurante, que, por ser ótimo está sempre cheio. não estava vazio mas não tinha espera logo sentamos, comemos e bebemos muito bem: bochecha de porco e arroz de polvo entre outros acepipes.

vizinho a minha mesa estava don checho gonzales que me avisou de um agito que aconteceria no domingo (este último) no mercado de pinheiros onde ele comanda a competente casa de ceviches e assaditos. fui lá mas para meu completo desespero o lugar estava intransitável, um labirinto de filas se misturava fazendo o caminhar e o flanar impossível. óbvio que não fiquei mais que cinco minutos naquele inferno. como que tem gente que se presta a ficar em filas? fila é inimiga da inteligência, inimiga da vida. eu não fico em fila, evito sempre que posso. tenho conseguido.

quando não há infraestrutura, há fila.

hoje em dia como cedo: vou no japonês as seis e meia pra não ter que esperar, bebo meus alquinhos e  volto feliz e durmo cedo. vou em botecos e barzinhos que não são pico de moleques, aliás aqui ao lado da goma tem o melhor x-calabra ao leste do rio pinheiros e custa a bagatela de nove reaus.

não tenho paciência de sobra. acho que devíamos ser mais revolucionários, pra começar temos que mostrar à canalha política que está no pudê que o caminho é outro. queremos representatividade, ética, distribuição de riquezas e particularmente eu (a única coisa bem passada desse blog) quero pena capital para corruptos e corruptores e as respectivas famílias que paguem as balas.

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uau, essa é volta dos que não foram

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primeiro teste.


 

acho que nem sei mais escrever.

cazzo.
aqui na velha cabeçorra jorram ideias pra jogar na tela. parece pintura.

faz tempão que que não escrevo, confesso que ao final dos meus quarenta anos  e no início dos cinqüenta – principalmente o quinquagésimo primeiro e o segundo -foram uma espécie de batalha.

mas o que não nos mata nos nos fortalece, já dizia o finado frederico que morreu enfraquecido pela sífilis, diga-se para lembrança.

 

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bora ver como sai isso aqui online.

ah, e se você estiver solo/a pega o drury’s que hoje vai fazer 11ºC na madruga.